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Uma nova pista? Presentes pela primeira vez a uma reunião do grupo de trabalho do Projeto Mielina, o Dr. Oliver Brustle da Universidade de Bonn, e o Dr. Evan Snyder de Harvard, descreveram seu trabalho em células matrizes embrionárias e nervosas (CSN) - que foram objeto da atenção dos meios de comunicação social em 1.999. As CSN são células pluripotenciais que se renovam por si mesmas, e que são capazes de se diferenciar em todos os tipos principais de células nervosas, incluindo os oligodendrócitos. Uma de suas propriedades mais importantes e potencialmente mais vantajosas é que elas têm a tendência de reagir aos sinais emitidos pelo Sistema Nervoso Central. Nas doenças do SNC, estes sinais têm uma dupla função. Primeiramente, eles guiam as CSN no tipo de células até as áreas deterioradas. Em segundo lugar, eles estão na origem da diferenciação das CSN no tipo de célula específico e necessário para a reparação dos neurônios atingidos por uma doença dos nervos (ex: Mal de Parkinson), e da sua diferenciação em oligodendrócitos para todos os problemas da mielina (ex: leucodistrofias e SEP). As células matrizes nervosas (CSN) são tipicamente de origem fetal, mas elas também foram encontradas no cérebro adulto. Estas CSN podem ser reproduzidas infinitamente em um meio de cultura, a fim de criar aí, uma linhagem "imortal" de células. Elas poderiam assim fornecer uma fonte inesgotável de células formadoras de mielina, suprimindo a necessidade de obtê-las a partir de tecido fresco. Vários centros de pesquisa testam atualmente as CSN humanas para se certificar de que elas são inócuas, particularmente para excluir todo risco de que elas venham a se tornar cancerosas. Se os resultados desses testes forem favoráveis, haveria então estratégias possíveis para reparar os danos da desmielinização. As CSN seriam injetadas no sistema ventricular e o líquido cérebro-espinhal as levaria para todas as partes do SNC. Os sinais locais entrariam em ação e guiariam as células até áreas desmielinizadas bem precisas. O Dr. Robin Franklin da Universidade de Cambridge continua suas pesquisas patrocinadas pelo Projeto Mielina sobre as Células olfativas formadoras de bainha de mielina, que são um terceiro tipo de células produtoras desta substância. Ao mesmo tempo, ele conseguiu aperfeiçoar uma técnica para desmielinizar a área do cérebro do rato que une o cerebelo ao tronco cerebral. Em seguida, ele conseguiu remielinizar esta mesma área através do transplante de células de Schwann de rato, o que é uma prova suplementar em favor do transplante de células de Schwann como meio de reparação das lesões de mielina no SNC. O prof. Etienne Emile Baulieu e sua equipe do Hospital Bicêtre colaboram com os Drs. Baron Van Evercooren e Franklin nos estudos pré-clínicos com vistas a uma experiência em seres humanos para testar as propriedades da progesterona. O Dr. Inderjit Singh da Universidade Médica da Carolina do Sul publicou seus últimos resultados na utilização da lovastina em problemas de mielina. Esse medicamento corrige a anomalia bioquímica da adrenoleucodistrofia, reduzindo em muitos os níveis de ácidos graxos no plasma. Ainda que o efeito da lovastatina sobre os efeitos neurológicos desta doença ou de outras não tenham sido até agora demonstrado, os estudos preliminares com um animal portador de SEP confirmaram que a lovastatina é capaz de bloquear a indução de citoquinas, que são substâncias responsáveis pela inflamação do SNC. |
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